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Libertadores 2027: novo formato pode levar Messi ao torneio

Conmebol avalia reformulação da Libertadores com 36 clubes e vagas para MLS e Liga MX. Messi pode estrear na "orelhuda" — mas a Concacaf é o maior obstáculo.

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Daniel Krust
··7 min de leitura
Messi com o troféu da Copa Libertadores — simulação do possível novo formato com Inter Miami no torneio em 2027

Libertadores 2027: novo formato pode levar Messi ao torneio

Uma bomba nos bastidores do futebol continental. A Conmebol avalia uma reformulação profunda da Copa Libertadores a partir de 2027, com a possível entrada de clubes da MLS e da Liga MX — o que abriria, pela primeira vez na carreira, a porta para Lionel Messi disputar o torneio mais icônico das Américas. Mas a estrada até lá está longe de ser pavimentada.


O gatilho comercial que acendeu o debate

Um vazamento sobre um acordo milionário de transmissão da TelevisaUnivision nos Estados Unidos acendeu o alerta sobre os planos da Conmebol para promover o retorno dos clubes da Concacaf à competição a partir de 2027.

A aquisição por parte da TelevisaUnivision dos direitos televisivos da Copa Libertadores e da Copa Sudamericana para o público americano, válida de 2027 a 2030, representa um passo determinante. O movimento é claramente estratégico: o projeto visa transformar o torneio em um gigante comercial, unindo a paixão sul-americana ao poder econômico do mercado norte-americano, segundo informações do jornal Marca.

Em outras palavras, não é só futebol — é negócio. E Messi é o ativo mais valioso desse tabuleiro.


O plano: 36 times, formato Champions e vagas mistas

A proposta que circula nos corredores da Conmebol vai além de simplesmente abrir vagas para clubes do norte. A entidade analisa adotar uma "Superliga" com 36 equipes, seguindo o novo modelo da UEFA Champions League: uma fase única, em que cada clube jogaria oito partidas — quatro em casa e quatro fora.

Quem terminar essa fase entre o 1º e o 8º colocado se classificaria diretamente para o mata-mata. Do 9º ao 24º, os times se enfrentariam em um playoff para garantir as vagas nas oitavas de final.

Os adversários seriam definidos pelo ranking continental, garantindo confrontos de alto nível desde o início. Na primeira fase, equipes do mesmo país seriam bloqueadas de se enfrentar.

Para acomodar os convidados da Concacaf, a Conmebol estuda uma distribuição de quatro vagas especiais: duas para a Liga MX (México) e duas para a MLS (EUA). A definição dos participantes seguiria uma fórmula mista de "mérito e marketing". Isso significa: uma vaga conquistada por meio de convite direto, enquanto a outra seria contemplada por mérito esportivo — desempenho em competições.


Messi como "ímã de bilheteria"

Messi nunca atuou na Libertadores ao longo da carreira profissional. Esse dado simples carrega um peso enorme: o maior jogador da história não conhece a "orelhuda". Corrigi-lo é, para a Conmebol, tanto um projeto esportivo quanto uma oportunidade de marketing global sem precedentes.

A Conmebol busca "ímãs de bilheteria". Nesse critério, o Inter Miami (de Messi) e o América do México (pelo peso da Televisa) são os favoritos absolutos para as indicações.

O dono do Inter Miami fez a sua parte. Jorge Mas, um dos donos do Inter Miami, ressaltou que tem o sonho de disputar o torneio e revelou que já conversou com o presidente da Conmebol sobre o assunto: "É um sonho, e obviamente já tive conversas com a Conmebol e com Alejandro para ver a nossa participação na Libertadores. Há precedentes, porque no passado clubes mexicanos já disputaram a Libertadores. Eu quero jogar a Libertadores, já disse isso publicamente."

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, não fechou a porta — mas foi cuidadoso: "A porta ficou aberta, lembrem que eles estiveram aqui com a gente jogando até o ano 2017, mas se eles querem voltar têm que voltar através da Concacaf."

E aí está o nó do problema.


O maior obstáculo: a Concacaf

Por mais que a Conmebol sinalize abertura, a palavra final não é dela. Para Domínguez, o primeiro passo não depende da vontade isolada dos clubes ou da Conmebol, mas sim de uma articulação interna na Confederação das Américas do Norte, Central e do Caribe.

E esse caminho está cheio de pedras. A situação é controversa porque a Concacaf rejeitou recentemente um pedido da Liga MX de participação na Libertadores, como ocorreu até 2017. Mais grave ainda: fontes consultadas por colunistas esportivos afirmam que não há nenhuma negociação nem com a Conmebol nem com a Concacaf para que os clubes da zona norte do continente retornem à competição. "Pudemos saber por uma fonte direta, e de alto rango da Concacaf, que não existem e nem existiram conversas para que os clubes da zona norte retornem à justa sul-americana."

Da própria Conmebol, em março de 2026, deixou-se claro que, por enquanto, não serão somados times da Concacaf à Copa. Durante os últimos tempos surgiram fortes rumores sobre essa possibilidade, mas está descartada. Ao menos até que se encerre o ciclo atual, está tudo planejado: sorteios, sedes e quantidade de partidas.

Em síntese: o projeto existe nos bastidores, mas ainda não passou da fase de discussão para a mesa de negociação real entre confederações.


A logística que ninguém quer resolver

Mesmo que o acordo político avance, há um problema técnico concreto que poucos analisam com profundidade: o calendário.

A distância entre Porto Alegre e Miami é de aproximadamente 7 mil quilômetros. A viagem é longa e cansativa, e a equipe possivelmente não teria tempo hábil, segundo as recomendações de tempo de descanso entre jogos, para voltar ao Brasil e disputar a rodada de fim de semana do Brasileirão.

A viabilidade dessa integração esbarra em desafios logísticos significativos, já que as grandes distâncias exigiriam deslocamentos mais longos, com impacto direto no calendário, no desgaste físico dos atletas e no planejamento esportivo das equipes sul-americanas.

O novo formato de fase de liga — inspirado na Champions — paradoxalmente agrava esse ponto. Oito jogos numa fase única, com clubes espalhados de Buenos Aires a Miami, representam um desgaste sem precedentes para plantéis que já sofrem com a densidade do calendário sul-americano.


O contrato de Messi e a janela real

Apesar de todos os obstáculos, há um dado que mantém o sonho vivo: o contrato de Messi com o Inter Miami se estende até dezembro de 2028, o que cria uma janela real para essa participação.

As conversações entre dirigentes avançam com miras a 2027 e 2028, datas consideradas como as mais prováveis para uma eventual reincorporação. E o precedente histórico está aí: clubes mexicanos participaram da Copa Libertadores como convidados entre 1998 e 2016, chegando inclusive a decidir o título em três ocasiões — Cruz Azul em 2001, Chivas em 2010 e Tigres em 2015.

Ou seja, não seria algo inédito do ponto de vista regulatório. O que é inédito é a escala do interesse comercial e a figura do jogador envolvido.


O que muda taticamente para os times brasileiros

Se o projeto se concretizar, os clubes brasileiros precisarão pensar diferente dentro e fora de campo.

Taticamente, o Inter Miami de Messi opera com um bloco médio-alto, pressão de saída e velocidade nas transições. Não é um time de marcação por zona, mas de pressão posicional — padrão que Messi usa há décadas para criar superioridades nos meias. Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG, frequentadores das fases finais da Libertadores, teriam de ajustar sua gestão de linha defensiva para lidar com a mobilidade dos apoiadores americanos.

Além disso, jogar fora de casa em Miami — com calor úmido, gramado sintético em alguns estádios da MLS e pressão da torcida local — seria uma experiência completamente diferente das noites do Monumental, do La Bombonera ou do Maracanã.

É futebol em outro idioma, mesmo que a bola seja redonda dos dois lados.


Perguntas frequentes (FAQ)

Messi vai jogar a Libertadores em 2027?

Ainda não há confirmação oficial. A Conmebol avalia o projeto, mas a Concacaf — confederação da qual fazem parte MLS e Liga MX — ainda não aprovou a participação de seus clubes. O contrato de Messi com o Inter Miami vai até dezembro de 2028, então a janela existe.

Qual seria o novo formato da Libertadores com 36 times?

O modelo estudado pela Conmebol segue o padrão da nova Champions League: uma fase de liga com 36 clubes, cada um jogando oito partidas (quatro em casa, quatro fora). Os oito melhores avançam diretamente às oitavas; do 9º ao 24º há um playoff classificatório.

Por que os times mexicanos saíram da Libertadores?

Os clubes da Liga MX participaram do torneio de 1998 a 2016. A saída ocorreu por incompatibilidade de calendário entre a Libertadores, a Liga MX e a Concacaf Champions League. Desde então, a Concacaf resiste ao retorno — e esse continua sendo o principal obstáculo para o projeto atual.

Tags:#Libertadores#Messi#Inter Miami#Conmebol#MLS#Liga MX#futebol sul-americano#reforma

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