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Brasil Hexacampeão: Virada sobre a Argentina no Sul-Americano Sub-17

De virada e com três gols no primeiro tempo, a Seleção Feminina Sub-17 bateu a Argentina por 3 a 2 e conquistou o sexto título continental. Análise tática da final.

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Daniel Krust
··5 min de leitura
Seleção Brasileira Feminina Sub-17 comemorando o hexacampeonato do Sul-Americano 2026 com a taça da CONMEBOL no Estádio Defensores del Chaco

Brasil Hexacampeão: Virada Épica sobre a Argentina no Sul-Americano Feminino Sub-17

Três gols no primeiro tempo. Uma defesa que segurou a pressão até o apito final. E um título que confirma o Brasil como a maior potência do futebol feminino de base sul-americano. Na noite de sábado, 9 de maio de 2026, a Seleção Brasileira Feminina Sub-17 venceu a Argentina por 3 a 2 na grande final do Campeonato Sul-Americano, com gols de Sofia Gamonal, Helena Rodrigues e Nicolly Manuel, garantindo o sexto título de sua história.


O Contexto: Uma Final Inédita para a Argentina

A Argentina chegou à final da CONMEBOL Sub-17 Feminina pela primeira vez na história. Seu melhor resultado anterior havia sido o quarto lugar nas edições de 2008 e 2012. Do outro lado, o Brasil chegava como maior vencedor da competição, pressionado pelo vice-campeonato de 2025.

O time que havia deixado a coroa escapar em 2025 para as paraguaias retomou o posto de soberania no continente. A memória recente da derrota servia de combustível extra para o grupo comandado por Rilany Silva.

A final da edição de 2026 foi disputada no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai.


Leitura Tática: Posse, Pressão e Virada Relâmpago

A proposta do Brasil não era novidade para quem acompanhou o torneio. Desde o início do jogo, o Brasil foi superior na partida e impôs seu estilo de jogo. A Amarelinha apostou em saída de bola pelo chão, manutenção da posse e pressão alta para recuperar a bola em campo adiantado — uma identidade construída ao longo de toda a campanha.

O problema, no entanto, veio de um descuido pontual. Com apenas quatro minutos, Mercedes Diz abriu o placar para as argentinas após erro da defesa brasileira. Macarena Torre deu a assistência para o gol de Diz, em uma jogada rápida pelo contra-ataque que pegou a zaga desposicionada.

A reação brasileira foi imediata e revelou a maturidade tática do grupo. Com maior posse de bola, a Amarelinha assumiu o controle da partida, enquanto as hermanas apenas se defendiam. A Argentina recuou para um bloco baixo compacto, tentando anular os espaços e apostar em transições rápidas.

O Primeiro Tempo Que Definiu o Jogo

A virada aconteceu de forma avassaladora ainda antes do intervalo. O Brasil chegou ao empate aos 29 minutos com Sofia Gamonal. O gol nasceu de uma jogada que resumiu bem a proposta da equipe: triangulação veloz dentro da área, arrancada individual e finalização precisa.

A virada relâmpago veio nos acréscimos: aos 47 minutos, Helena Rodrigues converteu pênalti e, apenas dois minutos depois, aos 49, Nicolly Manuel ampliou a vantagem. Nicolly havia invadido a área e sofrido o pênalti. Na cobrança, Helena bateu com categoria. Dois minutos depois, Nicolly aproveitou boa chegada ao ataque para marcar o terceiro.

Três gols em vinte minutos. Quatro dos cinco gols da partida saíram antes do intervalo. Um primeiro tempo que será lembrado por muito tempo.


O Sufoco do Segundo Tempo

A Argentina não baixou os braços. Na etapa final, a Argentina diminuiu com Josefina Galarza aos 17 minutos, colocando contornos de drama ao fim da partida. O gol reacendeu as esperanças argentinas e testou a capacidade de gestão do grupo brasileiro.

As argentinas ainda carimbaram o travessão e pararam na goleira Nathy, aproveitando os espaços deixados pela Seleção Brasileira na reta final da decisão. O Brasil precisou recuar, reorganizar o bloco defensivo e fazer a bola circular para segurar o resultado.

O elenco de Rilany Silva segurou o resultado e, por 3 a 2, ficou com o título continental.


A Campanha Invicta de Rilany Silva

O hexatítulo não veio do acaso. A equipe comandada por Rilany Silva encerrou a campanha de forma invicta: na primeira fase, a Amarelinha venceu os quatro jogos e alcançou 100% de aproveitamento; na semifinal, bateu o Chile nos pênaltis.

Na semifinal, Brasil e Chile empataram em 2 a 2 no tempo regulamentar. Sofía Gamonal abriu o placar para o Brasil, enquanto Amparo Abarca empatou pelo Chile. Elisa Cornejo colocou a Roja na frente, mas Mari Cândido empatou para a Verde-Amarela. Nos pênaltis, o Brasil venceu por 5 a 3.

Rilany Silva é uma técnica com perfil diferente. Com trajetória que passa por Benfica, Cruzeiro, Corinthians e agora pela Seleção Brasileira feminina Sub-17, ela adota uma metodologia marcada pelo equilíbrio entre autonomia, leitura de jogo e responsabilidade.

Esta foi a primeira vez que a Amarelinha se sagrou campeã sob o comando da técnica Rilany Silva. Mas o trabalho dela já tinha deixado marcas antes: em novembro de 2025, durante a Copa do Mundo Feminina Sub-17, a FIFA destacou o trabalho de Rilany com a Seleção Brasileira, e no Mundial ela atingiu o feito histórico de levar o Brasil a uma semifinal jamais disputada antes.

A ideia de jogo da treinadora passa por uma filosofia clara de integração coletiva. "Nossas reuniões envolvem todas as áreas. Quando as atletas estão nos outros espaços, continuam conectadas com o que discutimos no campo. Esse trabalho integrado potencializa e fortalece o grupo."


Hegemonia Continental e Passaporte para o Mundial

O Brasil é agora o maior vencedor da competição, com seis títulos, tendo se sagrado campeão em 2010, 2012, 2018, 2022, 2024 e 2026. São três vezes mais conquistas do que qualquer outro país na história da competição.

E o hexatítulo vem acompanhado de um bônus de peso. Tanto Brasil quanto Argentina carimbaram o passaporte para o Mundial Feminino Sub-17 2026, que será disputado no Marrocos entre outubro e novembro deste ano. Será a nona participação do Brasil em uma Copa do Mundo Sub-17 Feminina da FIFA.

Além dos dois finalistas, garantiram vaga na Copa do Mundo da categoria a Venezuela, que venceu a Colômbia por 1 a 0, e o Chile, que bateu o Equador por 2 a 1, em jogos também realizados no sábado, no Defensores del Chaco. O continente terá quatro representantes no Mundial.


Perguntas frequentes (FAQ)

Qual foi o placar final da final do Sul-Americano Feminino Sub-17 2026?

O Brasil venceu a Argentina por 3 a 2, de virada, na noite de sábado, 9 de maio de 2026, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai). Os gols brasileiros foram marcados por Sofia Gamonal, Helena Rodrigues (pênalti) e Nicolly Manuel, todos no primeiro tempo.

Quantas vezes o Brasil já venceu o Sul-Americano Feminino Sub-17?

Com o título de 2026, o Brasil se tornou hexacampeão da competição, com conquistas em 2010, 2012, 2018, 2022, 2024 e 2026. É o país mais vitorioso na história do torneio da CONMEBOL, com o dobro de títulos em relação ao segundo colocado, a Venezuela (bicampeã).

O Brasil está classificado para a Copa do Mundo Feminina Sub-17 2026?

Sim. Ao chegar à final do Sul-Americano, o Brasil garantiu sua vaga na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA 2026, que será realizada no Marrocos entre outubro e novembro deste ano. Será a nona participação brasileira na competição.

Tags:#Seleção Feminina#Sub-17#Sul-Americano#futebol feminino#CONMEBOL#hexacampeonato#Rilany Silva

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